Yellowcard no Brasil
De malas prontas para a vinda ao Brasil, os integrantes do Yellowcard estavam pra lá de eufóricos, há duas semanas de suas apresentações. Essa foi a impressão que os repórteres do International Magazine Rodrigo Sabatinelli e Julia Sandi tiveram ao conversar, por telefone, com um deles, o baixista Peter.
Do grupo, a promessa era de muita energia e vibração para os shows no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre. Já eles, afirmaram estar em busca de festa, muita festa! Confiram o bate papo!
O Yellowcard estreou muito bem no mercado fonográfico com o disco Ocean Avenue, lançado em 2003, que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias e teve turnês esgotadas pelo mundo todo. Seu mais recente trabalho, Lights And Sounds, foi citado pela revista Rolling Stone como "um dos melhores álbuns de pop-rock de 2006". Como é, para você, ter tanto reconhecimento de público e crítica em tão pouco tempo de estrada?
Durante as gravações do segundo disco, nós sofremos muita pressão. Era a primeira vez que gravávamos um disco depois que as pessoas já nos conheciam. Elas esperavam muito de nós. A sensação era muito diferente, por que é sempre difícil fazer algo novo, então, quando ele foi lançado foi a melhor coisa do mundo ter sido bem recebido
O grupo tem um grande diferencial em seu som, o violino. Como é utilizar um instrumento barroco, clássico, numa banda de hardcore melódico?
O violino é uma espécie de textura adicional ao som da banda. Nós o utilizamos, às vezes, como uma terceira guitarra. Com esse espírito orquestral, damos profundidade à nossas músicas.
Apesar de ter um público adolescente, o Yellowcard tem todo um discurso politizado em suas letras, como na canção Believe, um de seus maiores sucessos, que fala sobre a vida de pessoas que morreram tentando salvar inocentes no atentado de 11 de setembro, e em Two Weeks From Twenty, que conta a história de um menino que morre no Iraque duas semanas antes de completar 20 anos. Qual o objetivo do grupo com isso? Transmitir ao jovem uma visão global do que é o mundo atual?
Escrevemos boa parte de nossas canções com base em experiências pessoais e, às vezes, escrevemos sobre temas do cotidiano, coisas que lemos nos jornais: assassinatos etc. Procuramos escolher situações que sejam de nosso interesse, que nos emocionem. Assim fazemos nosso trabalho.
Essa é a primeira vez que a banda se apresenta no Brasil. Quais são as expectativas para os três shows que irão acontecer?
Eu realmente não sei. Geralmente, quando você deposita muita expectativa em algo, essa situação acaba ocorrendo de forma diferente, ou seja, quanto maior a expectativa, maior pode ser a decepção. O que sei é que ficaremos alguns dias no país e nos divertiremos muito!
O que vocês conhecem e gostam da música brasileira?
Honestamente? Eu não conheço muito da música brasileira. O pouco que sei é que é uma música bastante rica, com uma grande diversidade de gêneros - nada além disso.

Publicado originalmente no
International Magazine Ed. 124
(Agosto, 2006)
|